quinta-feira, 21 de abril de 2016

Bela, recatada e missing the point de trinta maneiras diferentes

Vejo muita jovem feminista a protestar contra a glorificação da mulher tradicional em seguimento de os media terem apelidado a esposa ridiculamente nova de um político brasileiro ridiculamente sinistro de “bela, recatada e do lar”. Isto tudo, presumo eu, para descreditar Dilma Rousseff por não ser nem particularmente bela™ nem tão pouco recatada e do lar só mesmo por obrigação.

E acho muito bem. Acreditem que sim. Peguem fogo a isto tudo, peguem fogo a quem tentar pousar as mãos sobre uma irmã minha para lhe chamar algo que não seja o seu nome. Mas oiçam, a reação que está a gerar é estranha. O backlash é justo mas a maneira como está a ser expressado é curiosa. Por exemplo, olhando para este blog, é suposto eu assumir que a epítome do empowerment feminino envolve quase necessariamente algum tipo de nudez e/ou álcool? Porquê saltar de um estereótipo para outro? Não podíamos antes queimar uma bíblia?

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